Olá bloggistas...
só para avisar que a roda vai entrar de "férias" durante algumas semanas...
Para quem anda pelo orkut, procurem a comunidade do Clube do Choro de Lisboa.
abraços e bons mergulhos
sexta-feira, 14 de julho de 2006
domingo, 11 de junho de 2006
Choro virtual
Aqui fica a lista das próximas apresentações (Junho):
- dia 13, Sítio do Cefalópode, início pelas 22:30h
- dia 22, Sítio do Cefalópode, início pelas 23h
- dia 28, B.Leza (hora a confirmar)
Para os entusiastas do estilo deixo mais um link que vale a pena ver, pela quantidade de informação reunida http://www.cavacoechoro.hpg.ig.com.br
quarta-feira, 7 de junho de 2006
Partida... largada... fugida...
Pois é... como vem sendo habitual, roda reuniu-se, mais uma vez.
Na próxima terça - dia de Sto. António - estaremos lá novamente. A hora a que nos reuniremos será anunciada aqui (é provável que seja um pouco mais cedo do que o habitual).
Entretanto e querendo reavivar o blog, gostaríamos de ouvir sugestões dos visitantes quanto a material que gostassem de ver aqui e / ou apresentado na roda.
Sites sobre choro ou algum músico em particular, músicas, letras, histórias, etc.
Tentaremos, dentro do que sabemos, satisfazer todos os pedidos e esclarecer as dúvidas e perguntas que surgirem. Como não sabemos tudo, agradecemos que nos avisem, caso tenham alguma informação (concertos, workshops...), correcção, música, etc. que gostassem de ver aqui.
Para estrear este novo fôlego lanço um pedido aos "ciber chorões"
Estamos à procura de um nome para a nossa roda... aceitam-se sugestões.
Quanto às próximas apresentações, eis o "calendário previsto das hostilidades":
Na próxima terça - dia de Sto. António - estaremos lá novamente. A hora a que nos reuniremos será anunciada aqui (é provável que seja um pouco mais cedo do que o habitual).
Entretanto e querendo reavivar o blog, gostaríamos de ouvir sugestões dos visitantes quanto a material que gostassem de ver aqui e / ou apresentado na roda.
Sites sobre choro ou algum músico em particular, músicas, letras, histórias, etc.
Tentaremos, dentro do que sabemos, satisfazer todos os pedidos e esclarecer as dúvidas e perguntas que surgirem. Como não sabemos tudo, agradecemos que nos avisem, caso tenham alguma informação (concertos, workshops...), correcção, música, etc. que gostassem de ver aqui.
Para estrear este novo fôlego lanço um pedido aos "ciber chorões"
Estamos à procura de um nome para a nossa roda... aceitam-se sugestões.
Quanto às próximas apresentações, eis o "calendário previsto das hostilidades":
- dia 13 de junho, roda de choro no Sitio do Cefalópode (caso não haja indicação em contrário, decorrerá nos moldes normais e iniciar-se-á no horário habitual - por volta das 22:30h /23h)
- dia 28 de Junho, apresentação na discoteca B-leza.
Haverá ainda uma apresentação antes de dia 28 que será anunciada atempadamente.
Entretanto deixo um link para o site do grupo Choro Ensemble de Nova York - www.choroensemble.com
Até breve
quinta-feira, 25 de maio de 2006
Aniversário do Dinis
Na proxima terça-feira, dia 20 de Maio, vamos fazer a roda por volta das 23.00. Aproveitamos, também para assinalar o aniversário do Dinis
domingo, 21 de maio de 2006
De volta
Para aqueles que têm acompanhado a nossa Roda, o nosso obrigado. Para os outros... temos tido umas noites fantásticas!
Os músicos que aparecem são sempre mais e mais... e cada um acrescenta um colorido diferente aos sons que pintam a atmosfera que se vive no Sítio.
Se ainda não conhece... venha daí uma destas terças e ouça por si.
Abraços e até lá!
Os músicos que aparecem são sempre mais e mais... e cada um acrescenta um colorido diferente aos sons que pintam a atmosfera que se vive no Sítio.
Se ainda não conhece... venha daí uma destas terças e ouça por si.
Abraços e até lá!
terça-feira, 14 de março de 2006
Roda de Choro
Desmarcação da Roda de Choro para este dia 14!!
Caros ciberchorões! por motivos de quorum não vai dar para acontecer a roda de hoje!!!!!!!!
Abraço
Caros ciberchorões! por motivos de quorum não vai dar para acontecer a roda de hoje!!!!!!!!
Abraço
segunda-feira, 13 de março de 2006
este mês...
Em Março a roda continua a dar o ar da sua graça.
Amanhã, terça-feira dia 14 a roda vai reunir-se mais uma vez.
Se toca, quer tocar, gosta de ouvir ou somente se quer passar uns momentos em boa companhia... apareça.
No dia 30 (quinta-feira) também lá estaremos (ver www.cefalopode.com).
Até lá!
Amanhã, terça-feira dia 14 a roda vai reunir-se mais uma vez.
Se toca, quer tocar, gosta de ouvir ou somente se quer passar uns momentos em boa companhia... apareça.
No dia 30 (quinta-feira) também lá estaremos (ver www.cefalopode.com).
Até lá!
quarta-feira, 8 de março de 2006
Noites de choro
Ao contrário do que possa soar... as tristezas não entram neste programa.
Sempre animadas e numa toada simples mas intimista, as noites de roda já ganharam o seu espaço.
Os músicos aparecem cedo, para logo tocar.
Sempre animadas e numa toada simples mas intimista, as noites de roda já ganharam o seu espaço.
Os músicos aparecem cedo, para logo tocar.
Quem se atrasa no café, perde os primeiros acordes.
Quem ouve, expressa a sua apreciação com sorrisos. Quem toca agradece o silêncio com que nos brindam durante as músicas.
À laia de improvisos vão surgindo músicas e momentos únicos.
À laia de improvisos vão surgindo músicas e momentos únicos.
Começou no outro lado do Atlântico mas, hoje, em Lisboa, volta a ouvir-se este som com raízes em todo o mundo.
Quem vem de novo é sempre bem-vindo.
Assim como começa... os instrumentos voltam a descansar...
"P'rá semana há mais"
(fotos - marta silveira produções)
quinta-feira, 2 de março de 2006
Choro
Chorinho
Gênero da música popular brasileira que surge no final do século XIX, no Rio de Janeiro. Inicialmente não é considerado estilo musical, mas uma forma abrasileirada com que músicos da época tocam ritmos estrangeiros como polca, tango e valsa. Eles utilizam, entre outros instrumentos, violão, flauta, cavaquinho, bandolim e clarineta, que dão à música um aspecto sentimental, melancólico e choroso. O termo choro passa, então, a denominar o estilo. Influenciado por ritmos africanos, como o batuque e o lundu, sua principal característica é a improvisação instrumental, especialmente com violão e cavaquinho. A função de cada instrumento na música varia de acordo com o virtuosismo dos componentes do conjunto, que podem assumir o papel de solo, contraponto ou as duas coisas alternadamente. A partir de 1880, com a proliferação dos conjuntos de pau e corda, formados por dois violões de cordas de aço, flauta e cavaquinho, o estilo populariza-se nos salões de dança e nas festas da periferia carioca. Um dos primeiros chorões – nome dado aos integrantes desses conjuntos – é o flautista Joaquim Antônio da Silva Calado (1848-1880). Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga criam as primeiras composições que firmam o choro como gênero musical com características próprias. Chorinho – No início do século XX, o choro deixa de ser apenas instrumental e passa a ser cantado. Aproxima-se do maxixe e do samba e adquire um ritmo mais rápido, agitado e alegre, além de maior capacidade de improvisação. Surge o chorinho ou samba-choro, também conhecido como terno, por causa da delicadeza e da sutileza de sua melodia. A partir da década de 30, impulsionado pelo rádio e pelo investimento das gravadoras de disco, o choro torna-se sucesso nacional. Uma nova geração de chorões organiza-se em conjuntos chamados regionais e introduz a percussão nas composições. Nos anos seguintes surgem vários músicos, como Canhoto (1908-) e seu regional, que tinha como integrante Altamiro Carrilho (1924-); conjunto Época de Ouro; Luperce Miranda (1904-1977); Zequinha de Abreu (1880-1935), autor de Tico-Tico no Fubá; Jacó do Bandolim (1918-1969); e Nelson Cavaquinho (1910-). O principal nome do período é Pixinguinha, autor de mais de uma centena de choros e um dos mais importantes compositores da música popular brasileira. Em 1928 cria Carinhoso, que recebe letra de João de Barro (1907-), o Braguinha, em 1937. Também se destaca Valdir Azevedo (1923-1980), autor de Brasileirinho (1947), o maior sucesso da história do gênero, gravado por Carmen Miranda (1909-1955) e, mais tarde, por músicos de todo o mundo. O choro também aparece na música erudita. Um exemplo é a série Choros, do maestro Heitor Villa-Lobos. Na década de 50 começa a perder sua popularidade em razão do surgimento das grandes orquestras, inspiradas nas jazz bands norte-americanas. Mas mantém-se presente na produção de vários artistas da MPB, como Paulinho da Viola (1942-), Guinga (1950-) e Arthur Moreira Lima (1940-). É redescoberto na década de 70, quando são criados os Clubes do Choro, que revelam novos conjuntos de todo o país, e os festivais nacionais. Em meados dos anos 90 é fortalecido por grupos que se dedicam a sua modernização e divulgação, por meio do lançamento de CDs e da publicação de uma revista especializada, a Roda de Choro.
fonte: http://geocities.yahoo.com.br/
Gênero da música popular brasileira que surge no final do século XIX, no Rio de Janeiro. Inicialmente não é considerado estilo musical, mas uma forma abrasileirada com que músicos da época tocam ritmos estrangeiros como polca, tango e valsa. Eles utilizam, entre outros instrumentos, violão, flauta, cavaquinho, bandolim e clarineta, que dão à música um aspecto sentimental, melancólico e choroso. O termo choro passa, então, a denominar o estilo. Influenciado por ritmos africanos, como o batuque e o lundu, sua principal característica é a improvisação instrumental, especialmente com violão e cavaquinho. A função de cada instrumento na música varia de acordo com o virtuosismo dos componentes do conjunto, que podem assumir o papel de solo, contraponto ou as duas coisas alternadamente. A partir de 1880, com a proliferação dos conjuntos de pau e corda, formados por dois violões de cordas de aço, flauta e cavaquinho, o estilo populariza-se nos salões de dança e nas festas da periferia carioca. Um dos primeiros chorões – nome dado aos integrantes desses conjuntos – é o flautista Joaquim Antônio da Silva Calado (1848-1880). Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga criam as primeiras composições que firmam o choro como gênero musical com características próprias. Chorinho – No início do século XX, o choro deixa de ser apenas instrumental e passa a ser cantado. Aproxima-se do maxixe e do samba e adquire um ritmo mais rápido, agitado e alegre, além de maior capacidade de improvisação. Surge o chorinho ou samba-choro, também conhecido como terno, por causa da delicadeza e da sutileza de sua melodia. A partir da década de 30, impulsionado pelo rádio e pelo investimento das gravadoras de disco, o choro torna-se sucesso nacional. Uma nova geração de chorões organiza-se em conjuntos chamados regionais e introduz a percussão nas composições. Nos anos seguintes surgem vários músicos, como Canhoto (1908-) e seu regional, que tinha como integrante Altamiro Carrilho (1924-); conjunto Época de Ouro; Luperce Miranda (1904-1977); Zequinha de Abreu (1880-1935), autor de Tico-Tico no Fubá; Jacó do Bandolim (1918-1969); e Nelson Cavaquinho (1910-). O principal nome do período é Pixinguinha, autor de mais de uma centena de choros e um dos mais importantes compositores da música popular brasileira. Em 1928 cria Carinhoso, que recebe letra de João de Barro (1907-), o Braguinha, em 1937. Também se destaca Valdir Azevedo (1923-1980), autor de Brasileirinho (1947), o maior sucesso da história do gênero, gravado por Carmen Miranda (1909-1955) e, mais tarde, por músicos de todo o mundo. O choro também aparece na música erudita. Um exemplo é a série Choros, do maestro Heitor Villa-Lobos. Na década de 50 começa a perder sua popularidade em razão do surgimento das grandes orquestras, inspiradas nas jazz bands norte-americanas. Mas mantém-se presente na produção de vários artistas da MPB, como Paulinho da Viola (1942-), Guinga (1950-) e Arthur Moreira Lima (1940-). É redescoberto na década de 70, quando são criados os Clubes do Choro, que revelam novos conjuntos de todo o país, e os festivais nacionais. Em meados dos anos 90 é fortalecido por grupos que se dedicam a sua modernização e divulgação, por meio do lançamento de CDs e da publicação de uma revista especializada, a Roda de Choro.
fonte: http://geocities.yahoo.com.br/
/vinicrashbr/artes/musica/choro.htm
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006
Aqui vai uma pequena biografia de Ernesto Nazareth, compositor mto tocado em rodas de choro
(Ernesto Júlio de Nazareth) / Rio de Janeiro, RJ 1863 - 1934
Por: Maria do Carmo Nogueira da Gama (texto)e Adalberto Carvalho Pinto (discografia)
Ernesto Nazareth, considerado o fixador do tango-brasileiro, o Rei do Tango, nasceu no Rio de Janeiro, em 20.03.1863 e faleceu nessa mesma cidade, em 04.02.1934. Começou os estudos de piano com sua mãe, Carolina da Cunha Nazareth. Com sua morte, em 1873, passou a estudar com Eduardo Madeira. Em 1877, estudando no Colégio Belmonte - foi colega de Olavo Bilac - iniciou suas composições. Sua primeira música foi a polca-lundu "Você Bem Sabe," dedicada a seu pai, Vasco Loureiro da Silva Nazareth. O professor, encantado com a obra, mostrou-a a Arthur Napoleão, que a editou e divulgou.
Teve ainda aulas de piano com Lucien Lambert e se tornou profissional. Compunha, lecionava e vivia do piano. Suas partituras era vendidas aos milhares, mas não lhe garantiam a sobrevivência, pela falta de ordenamento dos direitos autorais. Em 14 de julho de 1886, casou-se com Teodora Amália de Meireles, e a ela dedicou a valsa Dora, inédita até então.
"Brejeiro," composto em 1893, uma de suas composições mais famosas, é considerado o marco do tango brasileiro. Em razão de dificuldades financeiras, Nazareth vendeu os direitos dessa peça para a Editora Fontes e Cia. por 50.000 réis, o qual chegou a ser gravado pela banda da Guarda Republicana de Paris. Embora tenha composto obras as quais denominou de tango-brasileiro, Nazareth fazia uma diferenciação entre o choro e o tango-brasileiro, esta por ele considerada música pura. Seus tangos-brasileiros têm a indicação metronômica de M.M. semínima igual a 80 batidas, já no choro, a indicação é de 100 batidas. Para mostrar essa diferença, Nazareth compôs o choro "Apanhei-te Cavaquinho." Foi uma das únicas composições que ele considerou como choro. O mesmo entendimento tinham Chiquinha Gonzaga, Antonio Calado, Alexandre Levy e outros.
Assim como Rachmaminoff, Nazareth tinha as mãos muito grandes, o que lhe facilitava compor e tocar acordes acima de uma oitava, o que torna difícil a interpretação de sua obra, no piano, por aqueles cujas mãos tem um tamanho normal.
Em 1898 realizou seu primeiro concerto no salão nobre da Intendência de Guerra, por iniciativa do Clube São Cristovão, do Rio de Janeiro. Trabalhou no Tesouro Nacional, como escriturário. Em 1917 morre sua filha, Maria de Lourdes, considerado o primeiro abalo dos inúmeros pelos quais passou em sua vida. Nesse mesmo ano, atuou como pianista na sala de espera do Cine Odeon, que foi por ele inaugurado. As pessoas lotavam para ouvi-lo tocar, mais do que propriamente para ver o filme. Em 1910 já compusera o tango-brasileiro "Odeon," inspirado naquele cinema. Em 1919 começou a trabalhar na Casa Carlos Gomes (mais tarde Carlos Wehrs). Executava as partituras que os fregueses se interessavam em comprar.
Compôs fox-trots, sambas e até marchas de carnaval, por um breve período, em 1920. Em 1922 interpretou "Brejeiro," "Nene," "Bambino" e "Turuna" no Instituto Nacional de Música, por iniciativa de Luciano Gallet. Participou como pianista, em 1923 da inauguração da Rádio M.E.C. (antiga Rádio Sociedade do Rio de Janeiro). Durante quase todo o ano de 1926 apresentou-se em São Paulo, capital e interior. Seus admiradores se uniram e deram-lhe um piano italiano de cauda Sanzin, que faz parte do acervo do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro. Nessa ocasião, Mário de Andrade fez uma conferência sobre sua obra na Sociedade de Cultura Artística, de São Paulo, SP. Retornou ao Rio de Janeiro em 1927, já apresentando sinais da surdez. Em 1929, morre sua mulher, o que lhe provocou profundo abalo.
Gravou para a fábrica Odeon, em 1930, o tango-brasileiro "Escovando" e o choro "Apanhei-te Cavaquinho." Em 1932, fez várias excursões, principalmente para o sul do Brasil. Com o agravamento da surdez, tocava debruçado sobre o piano para conseguir ouvir sua própria música. Em 1933, apresentou graves perturbações mentais e foi internado no Instituto Neurosifilis da Praia Vermelha, sendo posteriormente transferido para a Colônia Juliano Moreira.
No ano seguinte fugiu e foi encontrado, 4 dias depois, afogado em uma represa. Há uma lenda segundo a qual ele teria sido encontrado morto debaixo de uma cachoeira. A sua postura era impressionante. Estava sentado, com a água lhe correndo por cima, com as mãos estendidas, como se estivesse tocando algum choro novo, que nunca mais poderemos ouvir... (Juvenal Fernandes, in Ernesto Nazareth, Antologia, Ed. Arthur Napoleão Ltda. AN-2087/88). Dele, disse Villa-Lobos: "Suas tendencias eram francamente para a composição romântica, pois Nazareth era um fervoroso entusiasta de Chopin." Querendo compor à maneira do mestre polonês e não possuindo a capacidade necessária para uma perfeita assimilação técnica, fez, sem o querer, coisa bem diferente e que nada mais é do que o incontestável padrão rítmico da música social brasileira. De qualquer maneira, Nazareth é uma das mais notáveis figuras da nossa música.
Entre os grandes admiradores da obra e da atuação como intérprete de Ernesto Nazareth, citam-se Arthur Rubinstein, o russo Miercio Orsowspk, Schelling (que levou suas composições, exibindo-as nos Estados Unidos e Europa), Henrique Oswald e Francisco Braga. Serviu de tema e de inspiração a Luciano Gallet, Darius Milhaud, Enani Braga, Villa-Lobos, Lorenzo Fernandez, Francisco Mignone e Radamés Gnatalli.
Faz parte do repertório de Eudóxia de Barros, Arnaldo Rebelo, Homero Magalhães, Ana Stella Schic, Roberto Szidon e Artur Moreira Lima, cujas interpretações eruditas dão à sua obra uma nova dimensão. Maria Tereza Madeira (piano) e Pedro Amorim (bandolim), lançaram, em 1997 o CD Sempre Nazareth, pela Kuarup. Ainda nesse ano foi lançado o CD-Rom Ernesto Nazaré, o Rei do Choro (selo CD-Arte), com mais de 300 imagens do compositor, depoimentos, notas, discografia, músicas, além de um álbum com 11 partituras para piano das suas principais obras. Ernesto Nazareth significa uma caso raro de ligação entre o erudito e o popular: não é um erudito, na acepção da palavra, nem é um compositor apenas popular. Ora se percebe em sua obra um toque chopiniano, especialmente nas valsas, ora a vibração de uma polca ou de um choro entranhados do espírito brasileiro.
Algumas obras
Ameno Resedá (polca), If I Am not Mistaken (fox-trot), Cavaquinho, por que Choras (choro), Desengonçado (tango), Dengoso (maxixe), Encantador (tango-brasileiro), Rayon d'Or (polca-tango), Genial (valsa), Helena (valsa); No Jardim (1. A Caminho, 2. Preparando a Terra, 3. A semente, 4. O plantio - inacabado), marcha infantil, inédita. Expansiva (valsa); Resignação, valsa inédita.
Discografia- Radamés e Aida Gnattali interpretam Nazaret & Gnattali, 1993, Rádio Mec, Kuarup Discos M-KCD-065
- Ernesto Nazaré, Artur Moreira Lima (4 vols), 1994-1995, Discos Marcos Pereira 0019/020
- Brasil: Obras de Ernesto Nazareth e Darius Milhaud, 1996, Marcelo Bratke, Olympia 946062
- História da Música Popular Brasileira, Abril Cultural (nas 3 edições)
Bibliografia
Enciclopédia da Música Brasileira, Art Editora-PubliFolha, 1998
Ernesto Nazareth, Antologia, Ed. Arthur Napoleão Ltda.
Nova História da Música Popular Brasileira, Abril Cultural, 1977
(Ernesto Júlio de Nazareth) / Rio de Janeiro, RJ 1863 - 1934
Por: Maria do Carmo Nogueira da Gama (texto)e Adalberto Carvalho Pinto (discografia)
Ernesto Nazareth, considerado o fixador do tango-brasileiro, o Rei do Tango, nasceu no Rio de Janeiro, em 20.03.1863 e faleceu nessa mesma cidade, em 04.02.1934. Começou os estudos de piano com sua mãe, Carolina da Cunha Nazareth. Com sua morte, em 1873, passou a estudar com Eduardo Madeira. Em 1877, estudando no Colégio Belmonte - foi colega de Olavo Bilac - iniciou suas composições. Sua primeira música foi a polca-lundu "Você Bem Sabe," dedicada a seu pai, Vasco Loureiro da Silva Nazareth. O professor, encantado com a obra, mostrou-a a Arthur Napoleão, que a editou e divulgou.
Teve ainda aulas de piano com Lucien Lambert e se tornou profissional. Compunha, lecionava e vivia do piano. Suas partituras era vendidas aos milhares, mas não lhe garantiam a sobrevivência, pela falta de ordenamento dos direitos autorais. Em 14 de julho de 1886, casou-se com Teodora Amália de Meireles, e a ela dedicou a valsa Dora, inédita até então.
"Brejeiro," composto em 1893, uma de suas composições mais famosas, é considerado o marco do tango brasileiro. Em razão de dificuldades financeiras, Nazareth vendeu os direitos dessa peça para a Editora Fontes e Cia. por 50.000 réis, o qual chegou a ser gravado pela banda da Guarda Republicana de Paris. Embora tenha composto obras as quais denominou de tango-brasileiro, Nazareth fazia uma diferenciação entre o choro e o tango-brasileiro, esta por ele considerada música pura. Seus tangos-brasileiros têm a indicação metronômica de M.M. semínima igual a 80 batidas, já no choro, a indicação é de 100 batidas. Para mostrar essa diferença, Nazareth compôs o choro "Apanhei-te Cavaquinho." Foi uma das únicas composições que ele considerou como choro. O mesmo entendimento tinham Chiquinha Gonzaga, Antonio Calado, Alexandre Levy e outros.
Assim como Rachmaminoff, Nazareth tinha as mãos muito grandes, o que lhe facilitava compor e tocar acordes acima de uma oitava, o que torna difícil a interpretação de sua obra, no piano, por aqueles cujas mãos tem um tamanho normal.
Em 1898 realizou seu primeiro concerto no salão nobre da Intendência de Guerra, por iniciativa do Clube São Cristovão, do Rio de Janeiro. Trabalhou no Tesouro Nacional, como escriturário. Em 1917 morre sua filha, Maria de Lourdes, considerado o primeiro abalo dos inúmeros pelos quais passou em sua vida. Nesse mesmo ano, atuou como pianista na sala de espera do Cine Odeon, que foi por ele inaugurado. As pessoas lotavam para ouvi-lo tocar, mais do que propriamente para ver o filme. Em 1910 já compusera o tango-brasileiro "Odeon," inspirado naquele cinema. Em 1919 começou a trabalhar na Casa Carlos Gomes (mais tarde Carlos Wehrs). Executava as partituras que os fregueses se interessavam em comprar.
Compôs fox-trots, sambas e até marchas de carnaval, por um breve período, em 1920. Em 1922 interpretou "Brejeiro," "Nene," "Bambino" e "Turuna" no Instituto Nacional de Música, por iniciativa de Luciano Gallet. Participou como pianista, em 1923 da inauguração da Rádio M.E.C. (antiga Rádio Sociedade do Rio de Janeiro). Durante quase todo o ano de 1926 apresentou-se em São Paulo, capital e interior. Seus admiradores se uniram e deram-lhe um piano italiano de cauda Sanzin, que faz parte do acervo do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro. Nessa ocasião, Mário de Andrade fez uma conferência sobre sua obra na Sociedade de Cultura Artística, de São Paulo, SP. Retornou ao Rio de Janeiro em 1927, já apresentando sinais da surdez. Em 1929, morre sua mulher, o que lhe provocou profundo abalo.
Gravou para a fábrica Odeon, em 1930, o tango-brasileiro "Escovando" e o choro "Apanhei-te Cavaquinho." Em 1932, fez várias excursões, principalmente para o sul do Brasil. Com o agravamento da surdez, tocava debruçado sobre o piano para conseguir ouvir sua própria música. Em 1933, apresentou graves perturbações mentais e foi internado no Instituto Neurosifilis da Praia Vermelha, sendo posteriormente transferido para a Colônia Juliano Moreira.
No ano seguinte fugiu e foi encontrado, 4 dias depois, afogado em uma represa. Há uma lenda segundo a qual ele teria sido encontrado morto debaixo de uma cachoeira. A sua postura era impressionante. Estava sentado, com a água lhe correndo por cima, com as mãos estendidas, como se estivesse tocando algum choro novo, que nunca mais poderemos ouvir... (Juvenal Fernandes, in Ernesto Nazareth, Antologia, Ed. Arthur Napoleão Ltda. AN-2087/88). Dele, disse Villa-Lobos: "Suas tendencias eram francamente para a composição romântica, pois Nazareth era um fervoroso entusiasta de Chopin." Querendo compor à maneira do mestre polonês e não possuindo a capacidade necessária para uma perfeita assimilação técnica, fez, sem o querer, coisa bem diferente e que nada mais é do que o incontestável padrão rítmico da música social brasileira. De qualquer maneira, Nazareth é uma das mais notáveis figuras da nossa música.
Entre os grandes admiradores da obra e da atuação como intérprete de Ernesto Nazareth, citam-se Arthur Rubinstein, o russo Miercio Orsowspk, Schelling (que levou suas composições, exibindo-as nos Estados Unidos e Europa), Henrique Oswald e Francisco Braga. Serviu de tema e de inspiração a Luciano Gallet, Darius Milhaud, Enani Braga, Villa-Lobos, Lorenzo Fernandez, Francisco Mignone e Radamés Gnatalli.
Faz parte do repertório de Eudóxia de Barros, Arnaldo Rebelo, Homero Magalhães, Ana Stella Schic, Roberto Szidon e Artur Moreira Lima, cujas interpretações eruditas dão à sua obra uma nova dimensão. Maria Tereza Madeira (piano) e Pedro Amorim (bandolim), lançaram, em 1997 o CD Sempre Nazareth, pela Kuarup. Ainda nesse ano foi lançado o CD-Rom Ernesto Nazaré, o Rei do Choro (selo CD-Arte), com mais de 300 imagens do compositor, depoimentos, notas, discografia, músicas, além de um álbum com 11 partituras para piano das suas principais obras. Ernesto Nazareth significa uma caso raro de ligação entre o erudito e o popular: não é um erudito, na acepção da palavra, nem é um compositor apenas popular. Ora se percebe em sua obra um toque chopiniano, especialmente nas valsas, ora a vibração de uma polca ou de um choro entranhados do espírito brasileiro.
Algumas obras
Ameno Resedá (polca), If I Am not Mistaken (fox-trot), Cavaquinho, por que Choras (choro), Desengonçado (tango), Dengoso (maxixe), Encantador (tango-brasileiro), Rayon d'Or (polca-tango), Genial (valsa), Helena (valsa); No Jardim (1. A Caminho, 2. Preparando a Terra, 3. A semente, 4. O plantio - inacabado), marcha infantil, inédita. Expansiva (valsa); Resignação, valsa inédita.
Discografia- Radamés e Aida Gnattali interpretam Nazaret & Gnattali, 1993, Rádio Mec, Kuarup Discos M-KCD-065
- Ernesto Nazaré, Artur Moreira Lima (4 vols), 1994-1995, Discos Marcos Pereira 0019/020
- Brasil: Obras de Ernesto Nazareth e Darius Milhaud, 1996, Marcelo Bratke, Olympia 946062
- História da Música Popular Brasileira, Abril Cultural (nas 3 edições)
Bibliografia
Enciclopédia da Música Brasileira, Art Editora-PubliFolha, 1998
Ernesto Nazareth, Antologia, Ed. Arthur Napoleão Ltda.
Nova História da Música Popular Brasileira, Abril Cultural, 1977
Subscrever:
Mensagens (Atom)

